Caos...
Já tiveram a oportunidade de ler algo sobre a teoria do caos? Sabem, ela é deveras interessante... Faz-se mister que o pensador, ao qual me refiro à todos que utilizam-se dessa faculdade, que pense um pouco sobre ela. Sim, não tenho como não me lembrar do filme "Efeito Borboleta" que exemplifica, cinematograficamente, ilustrando-a, um pouco dessa teoria.
Mas sem caos, há ordem? Seriam realmente forças opostas? Sem a bondade, haveria a maldade? Sem a luz, haveria as trevas?
Penso que não, mas as conclusões são individuais. O ser humano é um ser dualista por natureza, mas uno em essência. Analisar pois a essência dos que nos torna humano é algo que não ouso fazer.
A cultura moderna nos brinda com exemplos digeríveis do caos, como podem ser vistos em filmes 'pipoca' como "Matrix" e "O quinto elemento". Antes que me joguem aos leões, eu adoro Matrix, mas quero me referir a alguns aspectos do filme quando enfoca a realidade, o virtual e o ternário. Em "O Quinto Elemento", há uma cena onde o vilão quebra um copo, fazendo com que um robo trabalhe e diz: "Sem a destruição, não há construção". Estaria certo? E o "Big Ben"?
Caos... Caos... Caos... Caros leitores, o caos pode ser utilizado como sinônimo de desordem, mas reflitam que não seria sua melhor utilização.
Nosso organismo funciona através de inúmeros processos bioquímicos que fazem a destruição e a criação de reações que nos mantem vivos... Somos uma máquina orgância que compreende o meio a sua volta? Mas compreende mesmo?
"Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
Nelson Rodrigues
Escrito por Vinicius às 15h56
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Bem, estou colocando uma cronica do Verissimo... Perdao pela falta de acentos, mas deu uma louca no windows... (Que maravilha!!!) 
O Apito
Luis Fernando Verissimo
Tudo o que o Mafra dizia, o Dubin duvidava. Eram inseparáveis, mas viviam brigando. Porque o Mafra contava histórias fantásticas e o Dubin sempre fazia aquela cara de conta outra.
— Uma vez...
— Lá vem história.
— Eu nem comecei e você já está duvidando?
— Duvidando, não. Não acredito mesmo.
— Mas eu nem contei ainda!
— Então conta.
— Uma vez eu fui a um baile só de pernetas e...
— Eu não disse? Eu não disse?
O Mafra às vezes fazia questão de provar as suas histórias para o Dubin.
— Dubin, eu sou ou não sou pai-de-santo honorário?
O Dubin relutava, mas confirmava.
— É.
Mas em seguida arrematava:
— Também, aquele terreiro está aceitando até turista argentino...
Então veio o caso do apito. Um dia, numa roda, assim no mais , o Mafra revelou:
— Tenho um apito de chamar mulher.
— O quê?
— Um apito de chamar mulher.
Ninguém acreditou. O Dubin chegou a bater com a cabeça na mesa, gemendo:
— Ai meu Deus! Ai meu Deus!
— Não quer acreditar, não acredita. Mas tenho.
— Então mostra.
— Não está aqui. E aqui não precisa apito. É só dizer "vem cá".
O Dubin gesticulava para o céu, apelando por justiça.
— Um apito de chamar mulher! Só faltava essa!
Mas aconteceu o seguinte: Mafra e Dubin foram juntos numa viagem (Mafra queria provar ao Dubin que tinha mesmo terras na Amazônia, uma ilha que mudava de lugar conforme as cheias) e o avião caiu em plena selva. Ninguém se pisou, todos sobreviveram e depois de uma semana a frutas e água foram salvos pela FAB. Na volta, cercados pelos amigos, Mafra e Dubin contaram sua aventura. E Mafra, triunfante, pediu para Dubin:
— Agora conta do meu apito.
— Conta você — disse Dubin, contrafeito.
— O apito existia ou não existia?
— Existia.
— Conta, conta — pediram os outros.
— Foi no quarto ou quinto dia. Já sabíamos que ninguém morreria. A FAB já tinha nos localizado. O salvamento era só uma questão de tempo. Então, naquela descontração geral, tirei o meu apito do bolso.
— O tal de chamar mulher?
— Exato. Estou mentindo, Dubinzinho?
— Não — murmurou Dubinzinho.
— Soprei o apito e pimba.
— Apareceram mulheres?
— Coisa de dez minutos. Três mulheres.
Todos se viraram para o Dubin incrédulos.
— É verdade?
— É — concedeu Dubin.
Fez-se um silêncio de puro espanto. No fim do qual Dubin falou outra vez:
— Mas também, era cada bucho!
A crônica acima foi extraída do livro "Outras do analista de Bagé", L & PM Editores - Porto Alegre, 1982, pág. 15.
Escrito por Vinicius às 17h07
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Guerra Civil?
Gente, o que foi aquilo que aconteceu em São Paulo? Coloquei aconteceu por que realmente espero que tenha se encerrado!!! Uma coisa curiosa, saiu uma reportagem nO Globo, falando que a imprensa de sampa fala mais do Rio do que dela mesma... Compararam também com a mineira, mas a mineira fala dela, pouco de sampa e menos ainda do Rio... Curioso é que recebi um email que salienta uma coisa quanto à essa revolta toda: "Aguarde os Direitos Humanos dos bandidos para ver! Em breve eles vão surgir reclamando a falta dos colchões queimados...!" Fogo, não? 
A rotina tem sido dura, mas "estudar é a luz da vida"... E tenho de estudar para poder ter um lugar ao sol!!! 
O tempo tem esfriado um pouco, faz sol mas está friozinho à sombra... E quanto à vida? Bem, ela vai indo bem! 
Escrito por Vinicius às 14h57
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