"Help: I need somebody"
Socorro! Curioso é que acaba sendo isso que muitas pessoas dizem sem dizer quando procuram ajuda. O ser humano anda carente. E a carência é algo muito perigoso. Andamos carente de educação, de saúde, de fraternidade e de amor. Carência... Solidão.
A carência acaba estando intimamente ligada à solidão. A internet une, mas também separa. Nutre misantropos. Uma virtual barreira. A solidão faz o homem buscar companhia, mas uma virtual. Lembro-me do filme "A rede"...
Pode-se viver quase que uma vida a frente do computador... Pode-se ganhar dinheiro, gastar dinheiro, comer, comprar, confratenizar pela net... Isso não seria perigoso?
Falava-se muito da televisão. Hoje nem nos lembramos do que era dito no pretérito. Sim, isso já é passado. E assim será com a internet. Não sou profeta, apenas penso. E por pensar, existo. 
Escrito por Vinicius às 22h35
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A última segunda de novembro/06
E hoje temos a última segunda de novembro deste ano. Bom? Ruim? Não sei. Tudo depende do ponto de vista. Tudo é referencial. E então? A minha começou parecendo ser um traste, quase um desatre. E entre idas e vindas, tive problemas em ir ao hospital. Azar dos pacientes. Azar o meu. Mas tive a sorte de presenciar uma belíssima apresentação sobre dislipidemia de um médico do IEDE-RJ.
Entretanto, voltando a manhã de hoje, comecei a pensar. Extrapolei o pensamento. Curioso, sabem, imaginei um dado senhor, sem nomes pois não são interessantes nesse momento. Ele, ao relento, chuviscando, na fila do 1136 que iria encerrar prematuramente sua jornada na avenida Brasil, na altura de Realengo. Sim, o dia dele ia começar péssimo. Ao tentar apagar uma guinba de cigarro, percebe que a sola de seu calçado já estava vecida. Perde sua moeda de meio real para comprar o seu tablóide matinal e para ajudar, além de esquecer o seu cartão do ônibus, a trocadora (aquela mesma que a única função é trocar o dinheiro) não tem troca. E olha que ele pagou com dez reais, que nem dá para pagar três passagens. A trocadora olha para ele como se ele estivesse comentendo um crime. Que início de dia para aquele senhor. E após ter de esperar três filas, consegue um local sentando e o ônibus para em Realengo. Pára, para não prosseguir viagem. E começa a chover. E assim começa a semana dele... 
Curioso como as pessoas se afastaram um pouco dos blogs, creio que seja por que a febre passou... Prefiro pensar assim. Continuo fiel ao meu. Um mixto de diário, noticiário e 'desabafador' (seria um neologismo?). Vou encerrando por hora, com a décima segunda frase da série sobre etilismo, para distrair um pouco: "Se o mal-estar precedesse a embriaguez, nós nos guardaríamos de beber em excesso. Mas o prazer, para enganar-nos, vai na frente e nos oculta seu séqüito." (Michel de Montaigne) 
Escrito por Vinicius às 19h27
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Domingão...
O fim do ano se aproxima. O espírito natalino se aproxima. Curioso como esse clima de confraternização e irmandade só ocorre nesta época: por que não nas outras!!! Tenho trabalhado bastante, ainda bem, mas não seria muito? Essa época do ano me faz pensar. E muito.
E pensando, vou vivendo. As horas após o despertar vão se transformando numa manhã e num piscar de olhos a mesma manhã já se acabou e a tarde se inicia. E com a tarde, meio domingo já se foi, o último de novembro. Novembro já foi cantado e já virou filme, mas o mês de novembro, o antigo nono mês do ano, mas isso é outra história. E já é quase história o ano de 2006.
E para vocês, que lêem, o ano vindouro já está com praticamente todas as expectativas criadas. Muitos anseios e sonhos que quase nunca se realizam. Mas por que isso? Será que não fazemos nada para torná-los realidade?
Estamos ainda em novembro, há ainda o décimo segundo mês. Um no qual praticamente já se considera morto, um limbo.
E assim vamos sobrevivendo... A cada inspirada, a cada batimento do coração... O sangue nutre nossas células... E assim vamos sobrevivendo...
(VRM)
Escrito por Vinicius às 11h23
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